segunda-feira, 16 de maio de 2016

CAUBY, O PROFESSOR!




CAUBY, O PROFESSOR!

(Marco Valladares)



O Professor!

Nenhum outro título poderia ser dado a quem influenciou gerações! A maior voz do Brasil! Uma das maiores do mundo!

A voz dele me chegou aos ouvidos graças à minha mãe, que o adora!

E sim! Sou fã! Nasci ouvindo Cauby! Cresci ouvindo Cauby! Tenho LPs dele! Tenho muitas das suas gravações no meu computador! E, obviamente, estou triste com a sua morte! Triste, mas feliz de poder ter tido a oportunidade de viver em uma época em que havia Cauby!

Quem me conhece, de perto, sabe que eu gosto muito de brincar imitando-o! Obviamente sem sequer chegar perto da sua voz, mas com o intuito de homenageá-lo com as minhas brincadeiras!

Graças a essa paixão pela voz dele, dei de me aproximar de um dos maiores seresteiros que existiram (embora desconhecido da mídia), pai de muitos e bons amigos: Luizinho Lasserre! E passamos a nos chamar, mutuamente, de ‘Professor’!

As serestas corriam soltas, mas, quase sempre, ele me fazia, em algum momento delas, imitar Cauby! E nos divertíamos muito!

Mas o que sempre arrancava gargalhadas dele, já nos finais de noite, ambos com etílica alegria, era quando eu cantava ‘Atirei o pau no gato’ como se fosse Cauby a cantar!

E essa brincadeira me levou, certa feita, em São Paulo, a passar por um dos momentos mais constrangedores (que, depois, se tornou um dos mais inesquecíveis) da minha vida!

Estava com um grupo de pessoas em um bar (se não me falha a memória, em Perdizes), quando Cauby chegou! Um deles o conhecia e, sem que eu soubesse, foi até a mesa dele e falou da minha brincadeira!

Qual não foi o meu desespero ao ver Cauby ao meu lado dizendo: “Garoto, faz o ‘Atirei o pau no gato’!"

A voz sumiu e a terra não abriu (como eu desejei) para que eu me jogasse no buraco! Mas o sorriso dele me fez relaxar e eu fiz a brincadeira! Ele não só riu muito, como agradeceu o carinho e sentou-se conosco por alguns instantes!

Só estive novamente com ele muitos anos depois, em uma apresentação dele no New Freds, em Amaralina! Após o show, fui até ele e me reapresentei! Ele foi de extrema atenção e carinho! E voltou a rir daquela brincadeira em São Paulo!

A última vez que brinquei de Cauby foi no casamento da minha irmã Conceição, onde junto com o cantor e violonista Cau (um imitador sublime de João Gilberto e que eu não via desde o tempo do Ego’s Bar, lá pelos anos 80, que lá estava acompanhando a querida Rita Pino) fizemos a improvável dupla João Gilberto e Cauby Peixoto!

Agora, fica a tristeza da ausência, mas a felicidade de sabê-lo eterno!

Vai com Deus, Professor!

E muito obrigado! Por tudo!

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