terça-feira, 24 de maio de 2016

LEIA SE QUISER, MAS SAIBA QUE NÃO CARECE DE LEVAR A SÉRIO! É, TÃO SOMENTE, O DESABAFO DE UM BRASILEIRO QUE ESTÁ DE SACO CHEIO DE QUASE TUDO!


Me impressiona a dificuldade de algumas pessoas em perceber que o grande golpe na democracia foi dado quando Sarney (numa manobra ilegal do PMDB) assumiu a Presidência do Brasil. Por medo de retrocesso na democracia, esculhambaram a democracia!

Depois, veio Collor, o caçador de marajás! Deu no que deu! Mais uma porrada democrática na democracia!

À frente do impeachment? PSDB e PT! Unidos! Como unidos estavam durante a campanha eleitoral que levou Collor à presidência!

Uma união desunida que vinha desde o final dos anos 70! Que não vingou, segundo palavras de Lula, porque “apesar das muitas afinidades, prevaleceu a divergência. Daquele grupo, uns saíram para criar o PT e outros, anos depois, o PSDB.”. Disse Eduardo Suplicy sobre a razão do afastamento: “Cada um avaliava quem seria o líder maior da organização que se formasse. Tinham dificuldade de aceitar a liderança um do outro, e ficava muito difícil para ambos ficar no mesmo partido”

Entrou, então, Itamar e, com ele, o PSDB, que, com o Plano Real, fez a sua cama e deitou! E permaneceria deitado, em repouso permanente, usufruindo do poder, caso não tivesse permanecido nas divergências com o PT sobre poder!

Então, há treze anos, o projeto de poder do PT não se instalou, seguindo a cartilha clara de toda ‘democratura’, com populismo travestido de benefícios sociais, com alianças espúrias e falsas oposições, enquanto todos se beneficiam do que realmente deveria estar sendo revertido para a população!

Nesses anos pós “abertura”, os três (PMDB, PSDB e PT) se uniram e desuniram conforme seus interesses! Conforme as benesses que conseguiriam!

Dilma? Temer? Aécio? Marina? Não! Não há inocente no poder! Não existe um vilão! Não existe um herói! Não há salvadores da pátria!

Em verdade, não há um sequer preocupado com a Pátria, com a Nação ou com o Estado! Nem um! Nenhum!

Enquanto os incautos se digladiam a trocar amabilidades, os palacianos se divertem a ver “coxinhas” e “petralhas” dividindo o país e se afastando cada vez mais do foco real!

A política partidária, no Brasil, falhou e faliu! Não há um partido sequer onde o compromisso com o poder esteja acima do compromisso com o povo! Não há exceção! As regras do jogo não permitem!

Urgem reformas na legislação eleitoral, nas prerrogativas dos eleitos, e, principalmente na consciência do brasileiro!

Todos eles, golpistas ou golpeados, corruptores ou corrompidos, ladrões ou omissos, estão onde estão através do voto! Se não direto, em consequência do famigerado coeficiente eleitoral, onde, muitas vezes dez vale mais que mil!

Pare de votar nesses elementos!
Pare de defender esse ou aquele governo!
Pare de defender o indefensável!
Entenda: Ninguém é por você!

Um País não é um estádio de futebol!
Não se divida em torcidas!

Quer tomar as ruas?
Faça isso pelo Brasil!
Defenda o Brasil!
Este sim, está abandonado e golpeado!

segunda-feira, 16 de maio de 2016

CAUBY, O PROFESSOR!




CAUBY, O PROFESSOR!

(Marco Valladares)



O Professor!

Nenhum outro título poderia ser dado a quem influenciou gerações! A maior voz do Brasil! Uma das maiores do mundo!

A voz dele me chegou aos ouvidos graças à minha mãe, que o adora!

E sim! Sou fã! Nasci ouvindo Cauby! Cresci ouvindo Cauby! Tenho LPs dele! Tenho muitas das suas gravações no meu computador! E, obviamente, estou triste com a sua morte! Triste, mas feliz de poder ter tido a oportunidade de viver em uma época em que havia Cauby!

Quem me conhece, de perto, sabe que eu gosto muito de brincar imitando-o! Obviamente sem sequer chegar perto da sua voz, mas com o intuito de homenageá-lo com as minhas brincadeiras!

Graças a essa paixão pela voz dele, dei de me aproximar de um dos maiores seresteiros que existiram (embora desconhecido da mídia), pai de muitos e bons amigos: Luizinho Lasserre! E passamos a nos chamar, mutuamente, de ‘Professor’!

As serestas corriam soltas, mas, quase sempre, ele me fazia, em algum momento delas, imitar Cauby! E nos divertíamos muito!

Mas o que sempre arrancava gargalhadas dele, já nos finais de noite, ambos com etílica alegria, era quando eu cantava ‘Atirei o pau no gato’ como se fosse Cauby a cantar!

E essa brincadeira me levou, certa feita, em São Paulo, a passar por um dos momentos mais constrangedores (que, depois, se tornou um dos mais inesquecíveis) da minha vida!

Estava com um grupo de pessoas em um bar (se não me falha a memória, em Perdizes), quando Cauby chegou! Um deles o conhecia e, sem que eu soubesse, foi até a mesa dele e falou da minha brincadeira!

Qual não foi o meu desespero ao ver Cauby ao meu lado dizendo: “Garoto, faz o ‘Atirei o pau no gato’!"

A voz sumiu e a terra não abriu (como eu desejei) para que eu me jogasse no buraco! Mas o sorriso dele me fez relaxar e eu fiz a brincadeira! Ele não só riu muito, como agradeceu o carinho e sentou-se conosco por alguns instantes!

Só estive novamente com ele muitos anos depois, em uma apresentação dele no New Freds, em Amaralina! Após o show, fui até ele e me reapresentei! Ele foi de extrema atenção e carinho! E voltou a rir daquela brincadeira em São Paulo!

A última vez que brinquei de Cauby foi no casamento da minha irmã Conceição, onde junto com o cantor e violonista Cau (um imitador sublime de João Gilberto e que eu não via desde o tempo do Ego’s Bar, lá pelos anos 80, que lá estava acompanhando a querida Rita Pino) fizemos a improvável dupla João Gilberto e Cauby Peixoto!

Agora, fica a tristeza da ausência, mas a felicidade de sabê-lo eterno!

Vai com Deus, Professor!

E muito obrigado! Por tudo!