quarta-feira, 25 de março de 2015

UMA HISTÓRIA BANAL



Essa é apenas mais uma história banal! Por isso mesmo, caso você não queira lê-la, não ficarei aborrecido ou ofendido. Na verdade eu a estou escrevendo para relaxar, numa espécie de terapia.
E por falar em terapia (prepare-se, pois o trocadilho é infame!), foi justamente para ter a pia (eu avisei!) do sanitário que tudo começou!
Eis que foi comprada uma bela pia com um simpático armário suspenso, feito de madeira! Lá um dia, percebe-se que o armário estava cedendo! Cupim! Foi o primeiro pensamento!
Mas não! Não era cupim! Ocorreu que o suporte de sustentação do armário (um armário de pia, feito para conviver com sistema hidráulico!) apodreceu com a umidade!
Tudo bem! Isso ocorre! Afinal, a umidade daqui pode ser diferente da de onde fazem o controle de qualidade!
Desmontei o armário, tirei o suporte apodrecido, tirei as medidas e fiz um novinho! Aproveitei o embalo e fiz também um ‘pé’ para dar mais apoio ao armário suspenso (que agora já não era mais suspenso, por ter pé! Um só, que nem saci, mas pé!).
Armário remontado e instalado! Dessa vez com uma folha de isopor entre ele e a parede! Maravilha!
Maravilha?
Passado algum tempo, olha o armário cedendo novamente! Maldita umidade diferente da do local do controle de qualidade, pensei!
Mas não! Não era umidade! Era cupim!
Tentei desarmar o armário, mas não foi necessário! Ele desmanchou sozinho! Morreu!
Resolve-se, então, optar por um armário de plástico! Afinal, plástico resiste à umidade e não faz parte do cardápio dos cupins!
Comprado o armário, só falta instalar!
Simples! Um suporte (onde o armário se encaixa) a ser parafusado na parede e pronto! É só encaixar, colocar as mangueiras de entrada e de saída de água e pronto! Serviço para, no máximo, 15 minutinhos!

Porra nenhuma!

A parede do sanitário foi reformada colocando revestimento sobre revestimento! Não bastasse isso, o revestimento mais recente tem parentesco com esmeril!
Resultado: Duas brocas completamente inutilizadas para conseguir fazer os seis furos necessários!
Mas eu tinha uma terceira broca! Então, tal e qual o grande Joseph Climber, segui adiante!
Pronto! Agora é só colocar o suporte na parede e encaixar a pia!

Porra nenhuma 2 - A missão!

A parede do sanitário não tem esquadro! E a pia tem!
Como encaixar um ângulo reto em um tão obtuso quanto o infeliz que fez a parede?
O primeiro pensamento foi cortar os pés da frente, para a pia ficar na mesma inclinação da parede! Mas, por sorte (pois a essa altura o raciocínio já não funcionava plenamente!), eu percebi que se fizesse isso mudaria também a inclinação do ralo da pia e a água não desceria!
Baixou então o espírito do MacGyver! Fui em busca da minha caixa de tralhas, sobras e porcarias aparentemente inúteis e... EURECA!
Com duas ‘borboletas’ de tampa de vaso sanitário nos parafusos de baixo e dois pedaços de mangueira de chuveiro nos do centro, compensei o desnível da parede, fixei o suporte no ângulo correto, encaixei a pia (com dois parafusos extras, para não correr risco de desencaixar, pois vai que o encaixe daqui é diferente do de lá do controle de qualidade!) e recoloquei as mangueiras de entrada e saída de água!
Abri o registro, já esperando que algo desse errado!
Nada! Nem um vazamento! Desconfiei! Testei novamente! Tudo perfeito! Acabou! Finalmente, depois de quatro horas e 24 minutos o ‘serviço de 15 minutinhos’, acabou!
Acabou nada! A merda do TOC entrou em ação e eu já testei a instalação pelo menos uma 50 vezes!
Por falar nisso, me dê licença que eu vou lá verificar mais uma vez!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

PARA TI, HÁ MAR!

Esteja bem atenta a esta incorrência!
Não se engane, pois não é coincidência!
Olhando meu nome, percebas, talvez,
Porque sou tão loucura quanto lucidez!
Sendo ele uma mistura de mar e barco,
Não permitiram, a mim, ter um viver parco.
Nasci para sempre navegar d’um jeito torto,
Assim sem norte, rumo, destino... sem porto!


Sendo mar e barco, navego dentro de mim
Por entre calmarias e tormentas sem fim.
Vago entre as vagas e suas alvas espumas
Ainda que na escuridão de densas brumas.
Trago comigo uma bússola sem ponteiro,
Não quero rumo! Quero o mundo inteiro!
Impreciso no viver... Impreciso no navegar...
Se sou barco e sou mar, sou de todo lugar!


Mas se, ainda assim, pretendes embarcar,
Saiba que serás bem vinda no seu chegar!
Reservado, foi, para ti, por este seu capitão,
O canto mais luminoso deste meu coração!
Ai serás, então, a estrela do meu sextante!
Oficial a comandar este velho comandante!
Astro único a orientar a minha balestilha!
Nesse mar desmedido, serás minha ilha!


Se, enfim, abrires as portas dos meus mares,
E, junto a mim, aos desconhecidos singrares,
Quem sabe, então, sumam os ventos de ais,
Exista razão para eu deixar de evitar o cais?
Descubra, eu, finalmente, aquilo que falta
No vai e vem das ondas deste argonauta?
Valha-me, finalmente, usar o meu quadrante,
Sabendo-te aqui, sempre, a qualquer instante?


Mas só embarque com a certeza de ser feliz!
Há riscos! Comigo tudo é sempre por um triz!
Esteja certa de que tudo isso vai valer a pena!
Se esta minh’alma à tua alma não apequena!
Que, no horizonte, estejamos no mesmo plano;
Onde confundem-se, aos olhos, céu e oceano!
Infinitos paralelos que, enfim, se ensimesmam
Pelo tanto que, à mesma coisa, ambos desejam!


E se, por fim, for esse mesmo o nosso destino,
Que juntos planejemos e juntos percamos o tino!
Que o astrolábio seja somente para me guiar
Ao céu da sua linda boca, num beijo sem par!
Que eu seja seu mar, seu barco, sua viagem...
Que eu possa lhe faça sorrir ao falar bobagem...
Ser seu marco, mas nunca ser sua fronteira...
Ser livre e te dar liberdade pela vida inteira!

QUEM FOI VOCÊ?

QUEM FOI VOCÊ?
(Marco Valladares/Carlinhos Bernas)


Do nada você chegou...
Tão pouco você ficou...
Fingiu...
Mentiu...
Saiu...
Se felicidade havia
Você, na pressa, nem viu!


Tentei zangar...
Tentei brigar...
Tentei chorar...
Mas não deu!
Na sua pressa em partir,
Você nada deixou de seu!


Queria sentir saudade...
Queria lembrar seu rosto...
Até seu nome eu esqueci!
Sua pressa te fez em nada
Nesse mesmo peito vazio
Que te faria amada!


Agora fico aqui olhando
Essa cicatriz no meu peito,
Tentando em vão lembrar
De quem fez essa ferida,
Mas confesso: Não tem jeito!


Do nada você chegou...
Tão pouco você ficou...
Fingiu...
Mentiu...
Saiu...
Se em mim você existia,
Também depressa sumiu!


Se em mim você existia,
Também depressa sumiu!


Se você em mim existia,
Também depressa sumiu!