quinta-feira, 8 de maio de 2014

JAIR RODRIGUES DE OLIVEIRA - O CACHORRÃO!

Conheci Jair Rodrigues, o artista, através dos LPs dos meus pais e me divertia com o seu jeito brincalhão nas aparições de TV, mas, incrivelmente, jamais tinha o assistido ao vivo, no palco, até ele vir a Santo Amaro em 2002.

Eu tinha (ainda tenho) três discos (LPs) dele - ‘Dois na Bossa 1 e 2, e o maravilhoso ‘Dez Anos Depois’ - e resolvi levá-los comigo para tentar conseguir autógrafos dele. Findo o show (onde ele pulou do palco e foi para o meio da multidão, andando e cantando até as escadarias da Igreja da Purificação), segui com meu filho Thiago até a entrada que dava acesso ao palco e aos camarins. Foi quando conheci Jair Rodrigues pessoa! Figura humana de primeira qualidade!

Mas não foi simplesmente chegar e entrar! Ao chegar ao portão, encontrei uma pessoa conhecida que trabalhava na produção da Festa da Purificação e a chamei. O sujeito já me recebeu dizendo rispidamente: “Não vai poder entrar”! Ao que respondi que não havia lhe pedido isso e que apenas queria que ele levasse os LPs para serem autografados. “Espere ai que eu vou ver”, disse-me ele, fechando a porta de acesso!

Pouco depois o sujeito retorna, abre a porta e me diz: “Jair Rodrigues mandou lhe buscar”! Ao que Thiago, do alto dos seus 8 anos, não resistiu e respondeu de imediato: “Toma”!

O que ocorreu foi que, quando os discos chegaram ao camarim, ele os mostrou às pessoas que estavam com ele, e, uma delas era a minha prima Rosangela, que viu o meu nome nos discos e disse a Jair que os discos eram de um primo dela. Ele, então, mandou me buscar, para o nítido aborrecimento de quem havia sido ríspido e o deleite atrevido de Thiago!

Rosangela estava lá com Di Andrade, amigo de Jair e da sua esposa Claudine e fomos recebidos como mais dois amigos que chegam. Jair, de início, não me deu a menor atenção! Não por falta de educação, mas por ter ficado paparicando Thiago com brincadeiras, salgadinhos e refrigerantes!

Conversamos sobre a coincidência de Ró estar lá com eles justo quando eu mandei os discos, sobre música e, por conta das fotos na parte interna do ‘Dez Anos Depois’, sobre a vida dele, o Cachorrão! O cara era uma figura! Impossível não dar boas risadas com o seu jeito de contar as histórias!

No final, ele autografou os discos! E esses, ninguém pega! Nem por empréstimo ou por decreto!

Vai com Deus, Jair!

P.S.: Dois anos depois, através do mesmo Di Andrade, conheci a filha de Jair, Luciana Mello, que fez uma apresentação do Teatro Dona Canô. Filha de peixe, Luciana já me foi apresentada dizendo que Jair tinha ‘mandado’ Di tomar conta dela! E, mais tarde, sem nenhum estrelismo, ela deu uma bela canja no extinto Quiosque do Grilo, cantando no meio da rua com a mesma vontade que o fez no teatro!

P.S. 2: Esse vídeo eu fiz em 2012 para homenagear o Cachorrão! Essa canção é uma das faixas do LP ‘Dez Anos Depois’ de 1974!


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