quinta-feira, 7 de julho de 2011

ABOIO SILENTE

Radiante...
Luz da Noite...
Flor do Dia...
Ê, ê ei, boi...

Era a cantiga
Que desde longe
A gente ouvia!

E lá vinha a boiada
Surgindo na porteira
E seguindo pro curral!

Mas veio o estio...
E ele por demais durou...

E sem nem mesmo
Uma gota de verde
No quebradiço do chão,
Nem um ramo d´água
No finado ribeirão,
A cantiga sumiu também!

Se foi Radiante...
Se foi Luz da Noite...
Se foi Flor do Dia...

Mas a seca que a tudo seca,
E que secou também essa alegria,
Não secou as águas dos olhos meus.

E quando eu olho pr’aquela porteira
E não escuto a voz do velho Juvêncio,
Cada lágrima que cai dos meus olhos
É um aboio em silêncio!

2 comentários:

Lilaks disse...

Q lindo... tocante.

Steve Finnell disse...

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