Luz da Noite...
Flor do Dia...
Ê, ê ei, boi...
Era a cantiga
Que desde longe
A gente ouvia!
E lá vinha a boiada
Surgindo na porteira
E seguindo pro curral!
Mas veio o estio...
E ele por demais durou...
E sem nem mesmo
Uma gota de verde
No quebradiço do chão,
Nem um ramo d´água
No finado ribeirão,
A cantiga sumiu também!
Se foi Radiante...
Se foi Luz da Noite...
Se foi Flor do Dia...
Mas a seca que a tudo seca,
E que secou também essa alegria,
Não secou as águas dos olhos meus.
E quando eu olho pr’aquela porteira
E não escuto a voz do velho Juvêncio,
Cada lágrima que cai dos meus olhos
É um aboio em silêncio!

2 comentários:
Q lindo... tocante.
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