terça-feira, 21 de junho de 2011

SEM TÍTULO (RUBINHO PEREIRA)

Hoje me comprometi a matar dentro de mim o amor que parece que há mil anos me fazia viver. Mas sinto que morro eu. De dor ou de tristeza, e que o bendito irá sobreviver, mesmo sem mim para vivê-lo ou apenas senti-lo... E que mais mil vidas depois dessa eu ainda irei estar assim, olhar perdido, perguntando, porquê, cadê?

Vontade de saber chorar essa hora estranha e ruim. Mas não o sei. Nem isso sei. Só... murchei.


quarta-feira, 8 de junho de 2011

SOMEWHERE OVER THE RAINBOW...

Certas coisas têm uma simplicidade tão pura, que exalam belezas profundas, a ponto de criar na alma uma espécie de dor estranhamente feliz!

SODADE

Sodade,
Dô disgramada,
Qui fere qui nem ispinho.

Sodade,
Da cabôca amada,
Qui mi dexô sem carinho.

Apêa dos ombro meu,
Percura otros caminho!

Vadeia pra bem distante!
Arriba pra lá dos monte!

Ô sodade malajambrada,
Qui teima lembrá o onte!

Sodade,
Da cabôca amada,
Qui mi dexô sem carinho.

Sodade,
Dô disgramada,
Qui fere qui nem ispinho.