sábado, 12 de março de 2011

O FRUTO DA LUZ!

Gerar futuro no futuro?
Quem concebe tal concepção?
Foge isto ao raciocínio curto!
E se a ele foge, contigo parece!
Não cabes no curto. No fugaz!
És como as mechas douradas
Que emolduram este belo sorriso.
És baiana sem o ser! És o ser!
Aborígine loira? Quem imagina ser?
Menina, moleca, mulher, mãe! O ser!
E eu quero (exijo) ver esta barriga!
Quero a cada instante e mudança.
Quero e quero e quero querer!
Acompanhar este fruto de você!
Não por ser curioso! Não por banalidades!
Não por qualquer coisa menor
Que o amor de verdade!
Como uma raposa frente à criança,
Vens e cativas!
Então, querida, desenha, a mim,
Passo a passo, este carneiro!
Amo (não duvides),
A caixa em que ele se forma.
Desenha-me o teu carneiro!
Este que amaremos
Quando o deres forma!

Um comentário:

Márcia disse...

Inspiradíssimo poeta e maravilhoso poema!