quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

VERDADE INVOLUNTÁRIA

Não cabe em mim sentimento
Diverso do que sempre houve.
Ainda que eu ainda estranhe
A estranha que te tornastes,
Ainda assim, nada mudou!
Se eu pudesse desprender-te
Da totalidade do meu ser,
Da mente,
Do corpo,
Da alma,
Do peito,
Dos sonhos...
Ah, se eu soubesse como!
Aí talvez este sentimento
Junto contigo embora fosse.
Embora fosse, também, isso,
A extirpação do meu eu de mim,
Assim, talvez, quem sabe,
Eu renascesse dessemelhante
Desse eu que não concebe,
Desse eu que não consegue,
Não te amar infinitamente.
Ainda que eu ainda estranhe
A estranha que te tornastes,
Ainda assim, nada mudou!
Não cabe em mim sentimento
Diverso do que sempre houve.

6 comentários:

Elainesartori disse...

Você está sofrendo por amor, Marco?
Este poema parece um dsabafo muito lindo e sofrido.
Beijos.

Lilaks disse...

Uau... gosto desses intensos!!
Felizarda quem te deixou "marcado" assim...hehehe
Beijos

Gisa disse...

Quem será que causou tão lindo poema,dando a vc tão triste emoção,que não tenha sido uma bruxinha ....bjss meu querido

INCIDÊNCIA PESSOA disse...

O amor n precisa ser vivido em tempo para ser comentado...basta ser sentido pelo menos uma vez...então será eterno em nós...

Luciana Zimmermann disse...

a quem possa interessar ? Me interessei! É Lindo...." todo grande amor Só é bem grande se for triste..."

Identificação total com um momento de amor/desamor,nem sei,esta confuso...estou eu vivenciando.

Lee disse...

"Nós, homens do conhecimento, não nos conhecemos; de nós mesmo somos desconhecidos"
Friedrich Nietzsche