segunda-feira, 28 de novembro de 2011

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

POEMATIZES!

Poemanso!
Poematerno!
Poematreiro!
Poemalandro!
Poemaluco!
Poemaldito!
Poemaloqueiro!
Poemartírio!
Poemagnético!
Poemarafo!
Poemarmita!
Poemanchado!
Poemaltrapilho!
Poemaltratado!
Poematizado!

terça-feira, 4 de outubro de 2011

RESGATE


É quando eu caio

Que aproveito


Para catar no chão

Os pedaços de mim

E só então levantar


Mais inteiro que antes!

sábado, 17 de setembro de 2011

GUARDIÃO


O que oculto
No mais recôndito canto
Do meu coração
É o amor que me destes
Para em segredo guardar.
E em sigilo permanecerá,
Até o dia que permitas
Que eu, ao mundo, diga
Que tu me amas;
Ou até mais não haver
Como revelá-lo,
Pois, escondido,
Ele tenha afundado,
Junto com seu cofre,
Ao fundo do mar da morte!
Então, ele, para sempre,
Estará seguro;
E, eu, para a eternidade,
Terei o seu amor!

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

sexta-feira, 22 de julho de 2011

SONETO Nº 45

Em que ponto perdeu-se o rumo da vida?
Escorregaram pelas sarjetas desses anos,
Ou as grades do tempo prenderam meus planos?
De onde veio tal tristeza incontida?

Quais sentimentos causaram tantos danos?
De onde surgiu esta solidão sofrida?
Por que a alegria foi-me proibida?
Quem há de responder esses meus desenganos?

Não atendo a quem à minha porta bate.
Também deixei de abrir qualquer janela.
Nessa casa não entrará quem me maltrate.

A mim, o que resta, é viver nessa cela
Em que o tempo de pena não há quem date.
Eu, a solidão e esta saudade dela!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

14/07/2011.

A exatamente um ano você nos deixava em corpo! Mas perpetuado no amor, nas lembranças e na saudade, você ainda está aqui, comigo! Que Deus lhe abençoe e lhe faça feliz na eternidade! Receba o beijo do seu filho, meu pai!

quinta-feira, 7 de julho de 2011

ABOIO SILENTE

Radiante...
Luz da Noite...
Flor do Dia...
Ê, ê ei, boi...

Era a cantiga
Que desde longe
A gente ouvia!

E lá vinha a boiada
Surgindo na porteira
E seguindo pro curral!

Mas veio o estio...
E ele por demais durou...

E sem nem mesmo
Uma gota de verde
No quebradiço do chão,
Nem um ramo d´água
No finado ribeirão,
A cantiga sumiu também!

Se foi Radiante...
Se foi Luz da Noite...
Se foi Flor do Dia...

Mas a seca que a tudo seca,
E que secou também essa alegria,
Não secou as águas dos olhos meus.

E quando eu olho pr’aquela porteira
E não escuto a voz do velho Juvêncio,
Cada lágrima que cai dos meus olhos
É um aboio em silêncio!

terça-feira, 5 de julho de 2011

NÁUFRAGOS

Náufrago,
Vago entre as vagas
Que vão e vêm!

Náufragos,
Vagos,
Vão e vêm...

Náufragos,
Entrem; há vagas
Dos que vão e vêm!

Náufragos,
Vagas
Vão e vêm...

Náufragos
Vagam vagos...
Vão e vêm...

No vai e vem
Das vagas, vago,
Naufrago também!

terça-feira, 21 de junho de 2011

SEM TÍTULO (RUBINHO PEREIRA)

Hoje me comprometi a matar dentro de mim o amor que parece que há mil anos me fazia viver. Mas sinto que morro eu. De dor ou de tristeza, e que o bendito irá sobreviver, mesmo sem mim para vivê-lo ou apenas senti-lo... E que mais mil vidas depois dessa eu ainda irei estar assim, olhar perdido, perguntando, porquê, cadê?

Vontade de saber chorar essa hora estranha e ruim. Mas não o sei. Nem isso sei. Só... murchei.


quarta-feira, 8 de junho de 2011

SOMEWHERE OVER THE RAINBOW...

Certas coisas têm uma simplicidade tão pura, que exalam belezas profundas, a ponto de criar na alma uma espécie de dor estranhamente feliz!

SODADE

Sodade,
Dô disgramada,
Qui fere qui nem ispinho.

Sodade,
Da cabôca amada,
Qui mi dexô sem carinho.

Apêa dos ombro meu,
Percura otros caminho!

Vadeia pra bem distante!
Arriba pra lá dos monte!

Ô sodade malajambrada,
Qui teima lembrá o onte!

Sodade,
Da cabôca amada,
Qui mi dexô sem carinho.

Sodade,
Dô disgramada,
Qui fere qui nem ispinho.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

LUSCO-FUSCO

O lusco-fusco do entardecer me enche de uma densa melancolia, como sem saber se entendo como pode a luz ser quem anuncia o nascer da noite, mas também a morte do dia!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

O FERIADO DA MORTE

Certa feita me apareceu
Essa tal da Dona Morte,
Achando que eu estava,
Quem sabe, de bobeira!

Veio chegando perto,
Pisando de mansinho,
Olhando meio de banda,
Andando bem sorrateira!

Bateu leve no meu ombro,
Como se me conhecesse,
E me disse bem baixinho:
“Siga esta companheira”!

Olhei-a dentro dos olhos
E, para seu maior espanto,
Respondi-lhe de pronto:
Mas qual! Deixe de asneira!

Para mim não é a hora!
Siga seu rumo, vá embora,
Qu’eu ainda tenho muita vida
Pra formar uma vida inteira!

A Morte, então, ficou séria;
Segurou-me forte no braço,
E, quase aos gritos, falou:
“Me irritas sobremaneira”!

Nem se irrite, nem reclame,
Disse eu sorrindo da morte,
Todos erram nessa vida.
E errastes! Que besteira!

Ela então ficou parada.
Pensou, pensou e disse:
“Nunca perdi uma viagem
E não será esta a primeira”!

Relaxe, disse-lhe eu!
Assim você amofina!
Come um acarajé em Amaralina,
Ou toma um sorvete na Ribeira!

E lá se foi Dona Morte,
Pela primeira vez na vida,
Tirar todo um dia de folga,
Para curtir uma tarde faceira!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

A BOCA DA MEMÓRIA

Vez por outra vem à boca da memória
Doces sabores de momentos idos...
Então o paladar da alma se aguça
E segue degustando a saudade,
A vontade de reviver o tempo ido.

Mas à boca da memória vem também
Os gostos amargos do que passou...
Aí a alma trava o fundo da garganta
E tenta rejeitar este sentimento,
Sem vontade de reviver o tempo ido.

O certo é que da boca da memória,
Caia doce ou amargo em minh’alma,
Surge sempre um breve gosto de sal,
Do mar das ondas de toda uma vida,
Que ligeiro brota aos olhos meus...
E, como liquefazendo a alma minha,
Escorre-me pela face envelhecida!

Nem sei se pelo que não mais tenho,
Ou se por aquilo que jamais terei...
À boca da memória também surgem
Sabores que eu jamais provei!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

SEMENTE ADOLESCENTE (Lívia de Almeida Santana)


Sou poeta, sou capaz de tocar seu coração...
Sou cantora que canta o que sente...
Sou semente!
Alguém tentando descobrir a vida, o amor e a alegria...
A vida e tudo que nela existe, mas às vezes me sinto triste...
Não importa o que digam ou que pensem sobre mim...
Sei o que quero e o que não quero!
Amigo não precisa de muitos...
Sou feliz do jeito que sou, e nada vai me mudar!
Quero viver, tenho sede de sentir o sabor gostoso da vida...
Quero ser livre pra ser feliz!
Sou uma musica que é cantada por alguém em algum lugar...
Quero amar sem ter medo e desvendar o segredo de amar!
Não sou perfeita, muito menos imperfeita...
Sou corpo e mente, sou calma e louca...
Sou tudo e nada, partida e chegada...
Sou semente!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

AÇÃO OUTRO FUTURO (Leia e divulgue!)



Provavelmente você não identificará se eu falar de Carlos Leoni Rodrigues Siqueira Júnior, mas, com certeza, se você pertence à minha geração ou, ainda que seja mais jovem, goste de boa música, conhece Leoni. Ex-integrante do Kid Abelha e dos Heróis da Resistência, e autor de sucessos como Garotos, Garotos II, Fixação, Só pro Meu Prazer, Como eu Quero, Exagerado, Doublé de Corpo e A Fórmula do Amor.

Pois é este Leoni o mentor do projeto AÇÃO OUTRO FUTURO (no Twitter: @AOutroFuturo ) que arrecada em seus shows: alimentos, roupas e outras necessidades. Sempre voltados a quem realmente precisa de ajuda. Mas o melhor é que você mesmo conheça! Um clique na imagem acima lhe levará ao blog!

E uma grande forma de colaborar é bem simples: Ajudando a divulgar!

Eu, desde já, agradeço a sua colaboração!

sábado, 9 de abril de 2011

GUIAS

Entre a poesia e a música, fico sempre com as duas, de mãos dadas. E fecho os olhos, e elas me guiam... E eu vou... Voo... Sem medo!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

INSÔNIA ETÉREA

Ainda que o meu corpo já tenha se habituado, a minha alma ainda não sabe dormir sem ter a tua ao lado!

quinta-feira, 24 de março de 2011

DESEJO EM TONS DE CINZA

Não quero mais voltar a ser jovem!
Não quero voltar a ser jovem hoje!
Não me enquadraria na juventude!
Não saberia (pois nunca soube) ser banal.
Não me enturmaria; Não teria tribo.
Seria eu um solitário átomo desgarrado,
Sem conceber como virar matéria.
Não há em mim elétrons de bullying,
Prótons do mais vazio preconceito,
Nêutrons para neutralizar a razão.
Tampouco seria eu uma célula banal
A compor um corpo sem cabeça,
A sinopse do ridículo absoluto
De fazer sinapses homogêneas
E sem a menor chance do genial.
Isso que eu vejo, que ouço, que leio,
Me faz dispensar toda a vontade
Que me despertaram, lá um dia,
Dorian Gray, Peter Pan, Shangrilá!
Não quero a fonte de Ponce de Leon,
Não quero mais ser o highlander final.
Quero mais é buscar o que existe,
O que insiste e persiste em vingar
Em meio à força banal do banal sucesso,
À descartabilidade do imediatismo,
À essa busca de ser célebre por um célebre segundo.
Não! Não quero mais voltar a ser jovem!
Quero mais é buscar nessa juventude atual
Os poucos jovens que ainda podem salvar o mundo
Dessa pasmaceira vulgar e desinteressante.
Esta agora é a minha vontade mais sincera,
O meu desejo mais profundo!

segunda-feira, 21 de março de 2011

O MONSTRO IMPERIALISTA

A esquerda brasileira precisa perder esse complexo de coitadinho ameaçado e reformular seus discursos contra o monstro imperialista! Nossa esquerda sempre coloca o Brasil como o pobre coitado babaca que vai ser enganado pelo esperto interessado na nossa riqueza! Cada vez é uma ameaça nova (agora é o pré sal) para justificar o velho e ultrapassado discurso contra um inimigo que não existe! O maior monstro que o Brasil enfrenta está aqui dentro desde o período colonial, devora nossas riquezas e ninguém extermina: a corrupção! Nenhum dirigente mundial, por mais que se esforce, conseguirá usurpar os cofres públicos como os nossos próprios 'representantes' fazem! Eu adoraria ver um digno dirigente do MST, por exemplo, garantir que todos os assentamentos estão sendo usufruídos pelos legítimos donos! Não sou defensor da política externa dos EUA. Apenas não aceito que continuemos vendo o Brasil como sendo sempre o otário nas negociações. Essa síndrome de colônia extrativista trabalhando em prol do enriquecimento do colonizador já passou da hora de ser posta de lado! Ou a esquerda brasileira assume que já atingimos a maioridade e que é hora de parar de procurar culpados e trabalhar, ou cai no ridículo! Esta semana li e ouvi discursos que pareciam reeditados de 30 anos atrás! A coisa foi tão revivescente que até a UNE ressuscitou! Mas há muito tempo que eu não vejo uma posição da mesma UNE em relação ao sucateamento das universidades públicas brasileiras! Quem sabe mais umas duas ou três visitas do Obama e certas instituições relembram o significado de protestar e cumprem suas funções! Pronto! Opinei! Falei! Cansei! Parei!

sábado, 12 de março de 2011

MENINO SINGULAR

Menino, menino, menino!
Nem sabes o quão grande
És pra que eu queira te adotar.
Menino qu’eu conheço o rosto,
Mas não sei o cheiro e a voz.
Menino que eu leio e gosto.
De quem ouvi letra elogiada!
Chamado poeta pelo parceiro,
Que disse não serás, o és!
Menino que eu leio e admiro,
Que é singular além do nome.
Nome que confere a marca
De quem surge para marcar.
Nunca desassogues, menino,
Que o sossego é traiçoeiro
Pra quem se busca inteiro!
Vai e vai-te sem pudor.
Vai e erra um bom bocado,
E acerta noutros tantos.
Vai e cresce sendo menino.
Depois, menino crescido,
Senta-te aqui comigo,
Vamos conversar!
Tire esses sapatos,
Pegue uma almofada
E sinta-se em casa!
Pode demorar…

O FRUTO DA LUZ!

Gerar futuro no futuro?
Quem concebe tal concepção?
Foge isto ao raciocínio curto!
E se a ele foge, contigo parece!
Não cabes no curto. No fugaz!
És como as mechas douradas
Que emolduram este belo sorriso.
És baiana sem o ser! És o ser!
Aborígine loira? Quem imagina ser?
Menina, moleca, mulher, mãe! O ser!
E eu quero (exijo) ver esta barriga!
Quero a cada instante e mudança.
Quero e quero e quero querer!
Acompanhar este fruto de você!
Não por ser curioso! Não por banalidades!
Não por qualquer coisa menor
Que o amor de verdade!
Como uma raposa frente à criança,
Vens e cativas!
Então, querida, desenha, a mim,
Passo a passo, este carneiro!
Amo (não duvides),
A caixa em que ele se forma.
Desenha-me o teu carneiro!
Este que amaremos
Quando o deres forma!

SOLITÁRIO PROFISSIONAL


O exercício da solidão, ao contrário do que se possa pensar, exige muito mais preparo físico que psicológico.

O desgaste é, de fato, enorme! Tem que estar preparado para fazer todas as tarefas sem auxílio, ou não fazer tarefa nenhuma e pagar o preço de, por exemplo, não comer!

O preparo físico não é apenas aquele chamado atlético. Esse é secundário. É preparo orgânico, mesmo. Ter um corpo pronto pra lhe suportar!

Até se alcançar o equilíbrio da solitude as oscilações de humor, apetite e sono podem destruir um organismo sem preparo para sofrer contigo!

Por isso mesmo eu sempre digo, a quem pensa ser fácil ser como eu sou, aquele velho clichê: Não tente fazer isso em casa! Sou profissional!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

SONETO Nº 44

Deveras estranho sentir desta maneira...
Um avesso escabroso que me atinge...
Uma nuvem negra que a minh’alma tinge...
Um sentir sem sentido. Sem eira nem beira...

Enigma mui maior que o da esfinge...
Chega trazendo a dor como companheira...
Fado deste ser, ou praga de feiticeira?
Só sei é que, no meu peito, provoca ginge!

Agonia nunca antes vivenciada,
Invade e me domina, feito doença.
Confunde; torna a vida amargurada.

Olhar-te decreta essa minha sentença
De hoje sentir mais saudades, oh amada,
Quando quedo na tua linda presença.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

VERDADE INVOLUNTÁRIA

Não cabe em mim sentimento
Diverso do que sempre houve.
Ainda que eu ainda estranhe
A estranha que te tornastes,
Ainda assim, nada mudou!
Se eu pudesse desprender-te
Da totalidade do meu ser,
Da mente,
Do corpo,
Da alma,
Do peito,
Dos sonhos...
Ah, se eu soubesse como!
Aí talvez este sentimento
Junto contigo embora fosse.
Embora fosse, também, isso,
A extirpação do meu eu de mim,
Assim, talvez, quem sabe,
Eu renascesse dessemelhante
Desse eu que não concebe,
Desse eu que não consegue,
Não te amar infinitamente.
Ainda que eu ainda estranhe
A estranha que te tornastes,
Ainda assim, nada mudou!
Não cabe em mim sentimento
Diverso do que sempre houve.