quinta-feira, 15 de julho de 2010

BRAÇOS DE PAI

É um sentir estranho que me dá
Por dentro do dentro de mim.

Tão fundo do mais fundo que há,

Que é assim um fundo sem fim.


É uma dor que me abriga da dor,

Um aceitar quase sem aceitação,

Um rebuliço que vai onde eu for,

Por que mora no meu coração.


É esta saudade tão novinha

Que eu nem sei como cuidar...

Mas que agora é tão minha

Que eu sei que veio para ficar.


Mas do seu amor é tão cheia

Que não me causa nem um ai.

Envolve-me e protege numa teia,

Como fossem teus braços, pai!

Um comentário:

ValeriaC disse...

Marco querido poeta amigo...quanta ternura, quanta sensibilidade e amor em teus versos...me encantei...
Tenha um lindo final de semana...
Beijinho
Valéria