quarta-feira, 2 de junho de 2010

A LOUCA

Ela caminha torpe, na corda bamba,
Esticada sobre o abismo da afrenia.
E grita, e aponta, e acusa, e chora...

Balança desequilibrada, sem fiel...
Ela é infiel a si mesma, à tal ética
Que pregava firme aos ventos...

E corre aqui e ali, e vai, e vem...
O mundo todo é culpado disso
Que nem ela mesma sabe o que.

E faz, do teatro, um circo vazio,
Onde, como se fora, cada ser,
Um palhaço, espelho de si...

E brada rancor, ódio, fúria...

E clama por vingança vã...
E acorda no seu mundo vazio.

Depois, volta ao antes...
E antes de depois, cai.
Pra nunca mais levantar.

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