segunda-feira, 1 de março de 2010

SONETO Nº 43

Será tão difícil entender que é você,
Só você, tão somente e unicamente,
Que em mim ocupa corpo, alma e mente;
E que (canto) “eu sem você, não tenho porquê”?

Será nosso sentimento incoerente?
Ou será que um olha e o outro não vê
A beleza disso que até mesmo Deus crê?
Seu querer me foi (ainda é) tão patente...

Fico eu, que tanto e sempre em você cri,
No desvario da cruel e vã verdade
De tal impostura que de você eu ouvi.

A quem enganas, enfim, com tal crueldade?
Àquele que ao amor infinito sorri,
Ou a este que finda com dor de saudade?


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