segunda-feira, 15 de março de 2010

MEU HERÓI

Meu herói está lutando!
Não sei se vencerá
Ou se ele irá perder...
Mas meu herói está de pé
Onde muitos tombariam.

Meu herói é tão digno
Neste seu lutar, que eu,
Impotente para lutar
A sua luta em seu lugar,
Vejo-o crescer em mim.

Meu herói de hoje
É bem maior que aquele
Que era o meu herói
De quando eu fui menino.


Aquele herói virou homem,
Tal e qual todo homem.
Mas o homem que ele é
O tornou, em mim, mais herói
Que qualquer outro herói.
O meu herói!

Meu herói é tão frágil...
Por isso rezo por meu herói.
Meu herói é tão forte...
Por isso rezo por meu herói.

Eu não sei se vencerá...
Eu não sei se irá perder...
Sei que, o meu herói,
Está lutando!
Sendo, cada vez mais,
O meu maior herói!

domingo, 14 de março de 2010

É FATO, MESTRE!

MARIA MAGIA

Uma menina...
Uma moleca...

Uma cantora...

Ludicamente total,

Soltando a voz,

O sorriso tímido,

Um talento nato!

Sucesso sem afã!


Uma cantora...

Uma moleca...

Uma menina...

Naturalmente fatal,

Brinda-nos na voz,

No sorriso lindo,

Desta filha mágica

De Sininho e Peter Pan!


Para Maria Gadu


quinta-feira, 11 de março de 2010

FRAGMENTO

Quão tolo fui eu,
Que não percebi!

Caquinho...

Um pedacinho...
Quebrado de mim!


FREEDOM?

Há quem creia na segurança de uma gaiola e desista de voar!

segunda-feira, 8 de março de 2010

MARCVS AVRÆLIVS

I-XVI.VII/II-XXVII.VII/III-XI.VII

IV-XIX.VIII/V-II.IX/VI-XXI.IX


VII-VIII.X/VIII-V.XI/IX-VI.XI


X-XX.XI/XI-IX.XII/XII-XXIII.XII

sábado, 6 de março de 2010

MULHER

Enviaram-me um belo texto de Luiz Fernando Veríssimo sobre a Mulher! Foi uma mulher que enviou! Dois dias antes do 'Dia da Mulher'! Mulher prevenida, como todas!

Perdoem-me tal pretensão, mas nada há nas palavras de Veríssimo que há muito eu não já saiba. Ainda na adolescência dava de ler ‘Capricho’, ‘Contigo’, ‘Nova’, ‘Cláudia’ e tantas outras revistas da minha mãe e da minha irmã para tentar alcançar o universo feminino. Um tanto por não conseguir andar no emaranhado das suas tramas sem me embaraçar; outro tanto por querer ser merecedor delas, de poder estar apto a retribuir o que elas, voluntariamente, ou não, me ofertavam.


E assim cresci e tantas mulheres amo (deixei de relacionar-me com algumas, mas o amor que sinto por elas é imortal) que aprendi que não devo homenageá-las em um dia único, mas em todos. Se querem parabéns por esse dia escolhido para tal, que seja: Parabéns! Mas é tão pouco que me parece imerecido. Todos os dias são o ‘Dia da Mulher’.


Eternos dias das mulheres! Daquela que me gerou e ensinou a viver... Daquela que foi professora e me ensinou a viver... Daquela que foi namorada e me ensinou a viver... Daquela que foi esposa e me ensinou a viver... Daquela que nasceu filha e que me ensinou a viver...


E, principalmente, daquela por quem o meu coração transborda, diariamente, de amor! Ainda que não o vivamos na plenitude que nós dois e o amor merecemos!


Eu, que apenas busco ser uma pessoa melhor ao conhecê-las, sei das minhas imperfeições e confesso: com certeza, se eu tivesse que ter nascido um ser humano melhor, teria nascido mulher!

DESCORADO

De tanto me acostumar a perder,

Agora dei de perder as cores...


O vermelho do caqui que aprendi...

O verde do pistache que ensinei...

O marrom chocolate do nosso amor...

O amarelo da família que sonhei...


Um dia, acabo em preto e branco,

Com o coração sem nenhuma cor.


segunda-feira, 1 de março de 2010

SONETO Nº 43

Será tão difícil entender que é você,
Só você, tão somente e unicamente,
Que em mim ocupa corpo, alma e mente;
E que (canto) “eu sem você, não tenho porquê”?

Será nosso sentimento incoerente?
Ou será que um olha e o outro não vê
A beleza disso que até mesmo Deus crê?
Seu querer me foi (ainda é) tão patente...

Fico eu, que tanto e sempre em você cri,
No desvario da cruel e vã verdade
De tal impostura que de você eu ouvi.

A quem enganas, enfim, com tal crueldade?
Àquele que ao amor infinito sorri,
Ou a este que finda com dor de saudade?