quinta-feira, 3 de setembro de 2009

ELEGIA (CAETANO VELOSO)

Deixa que minha mão errante adentre
Atrás, na frente,
Em cima, em baixo, entre
Minha América, minha terra à vista
Reino de paz se um homem só a conquista
Minha mina preciosa, meu império
Feliz de quem penetre o teu mistério.
Liberto-me ficando teu escravo
Onde cai minha mão, meu selo, gravo
Nudez total: todo prazer provém do corpo
(Como a alma sem corpo) sem vestes
Como encadernação vistosa
Feita para iletrados, a mulher se enfeita
Mas ela é um livro místico e somente
A alguns a que tal graça se consente
É dado lê-la.
Eu sou um que sabe...

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