quarta-feira, 30 de setembro de 2009

SUFICIENTE

Em alguns momentos, me bastavam um sorriso e um “eu te amo” sincero, espontâneo e desinteressado!

terça-feira, 22 de setembro de 2009

DELPHÍS


Se aos olhos se oculta,
Cabe a mim revelar ...
Envolto no seu corpo,
Sou amplo como o mar;
Sou alegre, belo e livre,
Como golfinhos a nadar!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

O MUNDO DIGITAL (RODRIGO MACHADO)

A tecnologia vem se tornando definitivamente o uso da sociedade. Como consequência, tudo tende a se digitalizar, dos conhecimentos científicos e das artes às opiniões e às relações humanas.
Há quem se incomode e quem resista a isso, mas todos os esforços se mostram inúteis, já que não é possível regredir tecnologicamente.
É necessária a adaptação de todos à nova era. A informação se propaga de forma veloz com a popularização das tecnologias, em especial do compu-tador, que já faz parte da vida de boa parte das pessoas.
À primeira vista, isso parece maravilhoso, mas também há um lado negativo. Junto com verdades comprovadas e notícias verdadeiras, também circula muito lixo eletrônico e boatos de grandes proporções sobre todo tipo de coisa. Isso interfere também na mídia escrita e televisionada que, na ânsia por dar a notícia primeiro, espalha informações falsas e terminam promovendo o sensacionalismo e a falta de ética.
Além do caos criado no mundo da informação e do conhecimento, o lado humano do problema da digitalização também deve ser levado em consideração. Por mais que a comunicação entre as pessoas seja incrivelmente facilitada, é perceptível a crescente frieza nas relações interpessoais, que se tornam cada vez mais rápidas, práticas e distantes emocionalmente.
A falta de bom senso ao lidar com a tecnologia gera esse tipo de problema e aumenta a semelhança entre o homem e sua criação, a máquina.
De fato, o nosso mundo digital traz consigo efeitos colaterais variados. No entanto, a humanidade já passou por problemas muito mais graves e ainda passa, então isso não deverá ser de difícil recuperação. Com equilíbrio e ética, para não se deixar dominar pelo próprio progresso, o lado negativo da tecnologia pode ser sobrepujado e restarão apenas os benefícios.

ELEGIA (CAETANO VELOSO)

Deixa que minha mão errante adentre
Atrás, na frente,
Em cima, em baixo, entre
Minha América, minha terra à vista
Reino de paz se um homem só a conquista
Minha mina preciosa, meu império
Feliz de quem penetre o teu mistério.
Liberto-me ficando teu escravo
Onde cai minha mão, meu selo, gravo
Nudez total: todo prazer provém do corpo
(Como a alma sem corpo) sem vestes
Como encadernação vistosa
Feita para iletrados, a mulher se enfeita
Mas ela é um livro místico e somente
A alguns a que tal graça se consente
É dado lê-la.
Eu sou um que sabe...