sexta-feira, 3 de abril de 2009

POEIRA PUERIL

Ciranda, cirandinha
De um sonho que se foi;
Não tem Cuca pra pegar,
Nem a cara preta do boi.

Dorme, dorme, pequenino,
Ninguém canta mais pra mim;
Tantas curvas no destino
Tudo está chegando ao fim.

E o anel que tu me destes
Já não cabe no meu dedo.
Nortes, suis, lestes e oestes;
Descaminhos deste enredo.

Todo vidro se quebrou;
Estilhaços dos meus sonhos.
E o espelho que restou
Reflete olhos medonhos.

Cirandas, cirandinhas!
Eu sou pobre, pobre, pobre.
Do amor que tu me tinhas,
Nada me restou de nobre.

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