quinta-feira, 2 de abril de 2009

ME ERREM!

Como poeira radioativa sobre uma paisagem paradisíaca, as raspas de uma geração hipócrita ainda flutuam perigosamente pelos becos da pseudoliberdade individualmente geral. Néscios idolatram aos que jamais se amaram, aos que jamais amaram às ideologias que nunca tiveram à vera, veranistas que eram dos invernos dos seus corações. Sonham com um passado que perdura nos sobreviventes, inevitavelmente, de alguma forma, proprietários de uma psicopatia qualquer, e que já não será passado uma vez que presente naqueles que se perdoam tudo e levantam o indicador para crucificar àqueles a quem juraram compreensão fiel. Não pode haver sobras do que nunca existiu. O que paira sobre a mediocridade atual é a mediocridade antiga. Nada mais do que isso. A revolução dos comportamentos que inspira o péssimo comportamento de agora expirou sem nem mesmo ter havido. E eu, membro inconteste e fiel da infidelidade à geração que representou um papel e se perdeu no personagem, não mais represento nada. Rio de mim, de nós, deles e de quem mais acredita que fizemos alguma coisa além de sobreviver para sermos uma lenda do que fingimos sonhar, mas que, em tempo nenhum, fizemos jus, dormindo ou acordados. Se fomos heróis de alguma coisa, é porque não tivemos tempo de fugir. Fujam de nós. Os caminhos estão abertos! Não cometam os mesmos erros. Há tantos erros novos por aí...

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