terça-feira, 21 de abril de 2009

...O MEU AMOR É O MEU AMOR...

...o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu mor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor é o meu amor...


ÀS VEZES FALTAM PALAVRAS... ENTÃO EU AS REPITO

DAMA NEGRA

ÀS VEZES FALTAM PALAVRAS... ENTÃO EU COLORO O PAPEL!

CARRANCA

ÀS VEZES FALTAM PALAVRAS... ENTÃO EU RISCO O PAPEL

LAST SOLDIER

ÀS VEZES FALTAM PALAVRAS... ENTÃO EU BORRO O PAPEL!

quarta-feira, 15 de abril de 2009

sexta-feira, 3 de abril de 2009

FAXINA

Não escrevo para ser lido, muito menos apreciado; mas para expurgar-me de mim!


O que faço não é arte, é catarse; uma espécie de exorcismo dos meus anjos do mal e dos meus demônios benignos. Uma faxina geral!


Escrever é a minha garantia na opção pela sobrevivência!

MATA-BORRÃO DE LÁGRIMAS



São quatro horas da manhã e os sinos da Matriz dobram, preenchendo o vazio que ficou depois que a chuva se foi. Prefiro o som da chuva, mas o dos sinos também é interessante. Não sei por que, nem por quem os sinos dobram. Clichê! E a mente me leva a um subsolo na Avenida Sete, onde havia (ou há) a clicheria Senhor do Bonfim. Tempo sem computadores e impressoras, onde logomarcas eram fundidas em logotipos e tinha a função de timbrar os papéis. Lapiseira 0.1 e canetas nanquim. A defesa do polvo não inunda mais o mar de negro. Está aprisionada no êmbolo da caneta e escorre precisa pelo papel. E agora me recordo do primeiro mata-borrão que eu vi, lá em Ponte Nova, na Chapada Diamantina. Estava no posto dos Correios que funcionava ali desde o tempo em que o meu pai era criança. E parte daquela criança que era eu veio dali, daquela cidadezinha. Outra parte veio daqui mesmo, de Santo Amaro. Chapada e Recôncavo, presbiterianos e católicos. Uma mistura interessante! E que interesse pode haver nisso? Sei lá! Apenas acho interessante dizer que é interessante. Only it! Only you can make the darkness bright! Negra música. Negro nanquim. Hoje traço os meus traços através de um monitor. Não há mais lapiseiras ou canetas; uso o mouse! Também não tem mata-borrão. Mas tanto faz. Nunca usei um mesmo! Nunca usei um monte de coisas. Já usei outras tantas. Parei de usar umas; continuo usando outras. Usarei outras tantas que eu nem sei existir. “Penso, logo existo”! Então eu existo mesmo! Por que penso muito. O tempo todo. Um turbilhão! Tanto que agora Vinicius invade-me a idéia, só por conta da palavra turbilhão! E o pior é que outros pensamentos circulam livremente (livre mente), mesmo com a canção na cabeça (“venha se perder nesse turbilhão/não se esqueça de fazer/tudo que pedir/esse seu coração”). “Meu coração vagabundo quer guardar o mundo em mim”! E no disco rígido da minha mente há tanta coisa na memória que poderia ser deletada. Bem, na verdade, acho que não! Deve servir pra alguma coisa. Um dia descubro. E “em pleno mês de abral, Cabril descobrau o Brasal”. Trocadalho do carilho? Altamiro Carrilho e Waldir Azevedo. Chorinho! E voltou a chover! A madrugada chora! Vou chorar um pouquinho também e tentar dormir um pouco, antes que os sinos do despertador dobrem a minha vontade de continuar deitado. Ponto final.

POEIRA PUERIL

Ciranda, cirandinha
De um sonho que se foi;
Não tem Cuca pra pegar,
Nem a cara preta do boi.

Dorme, dorme, pequenino,
Ninguém canta mais pra mim;
Tantas curvas no destino
Tudo está chegando ao fim.

E o anel que tu me destes
Já não cabe no meu dedo.
Nortes, suis, lestes e oestes;
Descaminhos deste enredo.

Todo vidro se quebrou;
Estilhaços dos meus sonhos.
E o espelho que restou
Reflete olhos medonhos.

Cirandas, cirandinhas!
Eu sou pobre, pobre, pobre.
Do amor que tu me tinhas,
Nada me restou de nobre.

POEMA SEM LUA

Entre a chuva e a escuridão;
Entre a cama e o coração;
Entre o sonho e a solidão;
O que existe não sou eu,
Mas a penumbra do que fui;
Um espectro incolor daquele
Que amava, sorria e teimava,
Dia após dia, em ser feliz.
Findo o drama, não há aplauso
E a cortina fecha bem devagar,
Ocultando a dor e o lamento.
Cai o pano da noite vazia
E nada bóia no firmamento.
Desejo-me mais sorte amanhã:
Merda!

É QUASE ISSO

Às vezes, no meio da madrugada, fico me perguntando por que não deito pra dormir. Mas, se eu dormir, quem é que vai conversar comigo? E tem mais: os sonhos que sonho acordado são bem mais interessantes, para mim, que os que sonho dormindo. Aí o dia amanhece outra vez e tenho que ir pra rua fingir que acredito nas pessoas que fingem que acreditam em mim.
A cada dia que passa, tenho mais consciência de que não tenho consciência de nada. Então, questiono tudo e espero a madrugada chegar, para o mundo ir dormir e eu poder conversar comigo.
Quando não estou a fim de papo, boto um disco pra tocar e vou dançar com meus fantasmas. Eles nem dançam tão bem assim; mas eu também não. É só por farra; pra desopilar o juízo e dar risada!
Se eu contar isso pra alguém, vão dizer que sou maluco. Então não conto pra ninguém. Em vez de falar, escrevo. Aí, se alguém achar que é coisa de doido, posso dizer: que é isso, irmão? Isso é criatividade de escritor! Não acredite em tudo que você ler. Às vezes não é verdade; noutras, é só mentira!
E por aí vai...

FANTASMAS


No ensurdecedor silêncio das noites insones, só os meus fantasmas preenchem o vazio da quase solidão. Eles passaram uma temporada afastados e agora voltaram a me fazer companhia madrugada a dentro. Gosto dos que conversam comigo; divirto-me com os que dançam pela casa; mas, não há como negar, sinto uma certa antipatia pelos que permanecem quietos, silentes, com os olhos fixos em mim. Sei que não me farão qualquer mal, mas há muito não gosto mais do velho jogo de “pegar sério”. Muitas vezes ignoro-os e fico a dialogar com os que falam, ou a bailar com os que dançam. No entanto, quando os olhares estáticos incomodam demais, fito-os com a determinação dos famintos e entro no jogo para vencer.
Às vezes são horas sem piscar, olhando através daqueles olhos que me mostram a minha trajetória. Coisas que me alegram e que, também, me entristecem! Mas sei que é tudo para me distrair, para me trair, me fazer sorrir ou piscar. Não pisco! Lamento apenas por perder a companhia dos falantes e dos dançantes que, sem a minha atenção, se vão! Ao contrário desses jogadores impassíveis, que quanto menos atenção, mais permanecem!
E o jogo continua até a exaustão da noite, que se recolhe e dá lugar a mais um dia. Neste instante, eles param o jogo sem pedir licença e também se vão. Aí, não sei bem se por ter ficado tanto tempo sem piscar; se por tudo que me foi mostrado; as lágrimas brotam involuntárias e me lembram que, lá fora, há outro dia a percorrer, com sua rotina, suas regras, seus minutos invariáveis.
E eu, obedientemente, atendo ao que as lágrimas me dizem. Lavo o rosto, tomo banho, visto-me e abro a porta da rua. Lá fora, olho as pessoas que também saem de suas casas e sigo, imaginando se os seus fantasmas também as visitam nas madrugadas insones ou se escondem, perversos, no fundo dos seus corações!

PROVINCIAL EXISTÊNCIA / PROVÍNCIA EXISTENCIAL


“Chove inconseqüente na província,
Vesperal de inverno”!
Os versos de Carlos Sampaio
Despencam sobre mim
Enquanto o temporal inunda
As velhas ruas da cidade.
Agora em casa (?),
Já não mais encharcado,
Tento acompanhar o ritmo
Do tamborilar das goteiras
Sobre o forro da sala;
Pequenas cascatas
Escorrem sobre o cal
Das paredes mortas.
As poças no tabuado bicolor
Dão à madeira um brilho
Há muito perdido no tempo.
Pelos vidros da janela
Os relâmpagos clareiam
A noite dos meus olhos.
Onde estão a cair os raios?
Onde estão a cair meus sonhos?
Que há por dentro das nuvens?
Que há por dentro de mim?
“Chove inconseqüente na província,
Vesperal de inverno”!

quinta-feira, 2 de abril de 2009

ME ERREM!

Como poeira radioativa sobre uma paisagem paradisíaca, as raspas de uma geração hipócrita ainda flutuam perigosamente pelos becos da pseudoliberdade individualmente geral. Néscios idolatram aos que jamais se amaram, aos que jamais amaram às ideologias que nunca tiveram à vera, veranistas que eram dos invernos dos seus corações. Sonham com um passado que perdura nos sobreviventes, inevitavelmente, de alguma forma, proprietários de uma psicopatia qualquer, e que já não será passado uma vez que presente naqueles que se perdoam tudo e levantam o indicador para crucificar àqueles a quem juraram compreensão fiel. Não pode haver sobras do que nunca existiu. O que paira sobre a mediocridade atual é a mediocridade antiga. Nada mais do que isso. A revolução dos comportamentos que inspira o péssimo comportamento de agora expirou sem nem mesmo ter havido. E eu, membro inconteste e fiel da infidelidade à geração que representou um papel e se perdeu no personagem, não mais represento nada. Rio de mim, de nós, deles e de quem mais acredita que fizemos alguma coisa além de sobreviver para sermos uma lenda do que fingimos sonhar, mas que, em tempo nenhum, fizemos jus, dormindo ou acordados. Se fomos heróis de alguma coisa, é porque não tivemos tempo de fugir. Fujam de nós. Os caminhos estão abertos! Não cometam os mesmos erros. Há tantos erros novos por aí...