sábado, 7 de março de 2009

SEMI-HERMÉTICA DECLARAÇÃO

Assim como uma azeitona,

Equilibrada no nariz de uma foca,

Pode parecer um nada,

Se vista à distância

Da janela de um velho solar,

Também parece ínfimo

Um amor verdadeiro,

Se visto ao apartamento

De quem busca julgar

A pureza dos sentimentos.


Não julgar o que desconheço,

Não ser vilão no preconceito,

Não me restringir à praxe,

Não aviltar o que de mim difere.

Eis minha noção de liberdade!


Erra quem ama como sabe amar,

Ou quem espera do outro

Uma postura que não há?

Como reclamar do tomate, se, nele,

Não acho o sumo suculento do caqui?

É ele, e sempre será, tomate,

A me oferecer o que tomate tem.

Erra o tomate por ser somente tomate,

Ou erro eu quando nele busco

O prazer que só com o caqui vem?


Não cobrar de quem não possui,

Não querer mudar as naturezas,

Não te querer sendo do meu jeito,

Não imputar minhas expectativas.

Eis minha noção de respeito!


No mais, eu te amo!

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