terça-feira, 15 de julho de 2008

OUTRA FLOR DO CAMPO, DÁ MALEMOLÊNCIA

Fez-se FLOR do que ficou.
Fui andando só...
Foi-se a sombra do que fui...
Foi-se a luz do Sol...
Viria a noite e levaria a existência...
E NUNCA mais nos veriam.


Dissolveríamos entre as flores;
Deitaríamos sobre os sonhos!

Lá de dentro, chorando pra dentro,
Me protegeria da chuva ácida qu'eu derramo...
Deitaria sobre mim;
Correria ao encontro do caminho!

Feridos, talvez, mas bonitos.

Mas para os campos floridos;

Não para os instantes preditos.

ELA me levaria...

_A _r _r _a _s _t _a _d _o !

Queria eu ser minha Sombra...

Deitar sobre o CONCRETO.


Tirar a profundidade da angústia que me abstrai,

Trair a confiança dos que me têm real,

Deixar minha consciência com duas dimensões,

Erguer o inconsciente tridimensional...

Palpável . . .

...

Permeável . . .

...

Profundo . . .

...

Surreal . . .

...

O espelho concreto desta abstração: http://espelhoabstrato.blogspot.com/2007/05/malemolncia.html

terça-feira, 1 de julho de 2008

O PASSADO SEM DISFARCES

Olho pro céu! Meu avô!
Vejo como ele está lindo!
Sorrindo do meu choro alegre.
Do meu sentimento entregue
De ver a vida brotando!
De ver a felicidade palpável
Nos olhos da minha mãe,
Da nova mãe, minha irmã!
Foi nesta noite sem igual
Que eu entreguei o meu coração
De presente ao passado,
Em casamento com o futuro!

Na roça, na Rocinha,
Uma Paloma da paz
Voava ao redor dos sonhos
Que eram de todos
Sem que pertencessem a ninguém!
E era tanta gente
Que os sonhos cresciam
Nos olhos, nos copos,
Nas damas de copas,
Nos risos de ouro!
Nas asas do anjo
Com penas de pomba!

O céu estava todinho em festa!
A Terra estava todinha em festa!
Era uma noite de São João
Na Rua Direita, na Rua do Amparo,
Nas ruas que amparam sonhos
Em forma de música,
Em forma de foto,
Em forma de sonhos.
Era noite de Nossa Senhora,
De uma nova senhora,
De um novo trio de nordestinos!
Noite de sonhos e destinos!

Acordei hoje dessa viagem linda!
Dessa viagem de tanta felicidade,
Com gosto gostoso do licor
E de comidas tantas...
Comidas do corpo...
Alimentos da alma...
Sonhos da minha infância de ontem,
Sonhos da minha infância de hoje,
Sonhos da minha infância de sempre...
Hoje acordei dessa viagem linda...
Dessa viagem de tanta felicidade
Que acordei sem deixar de sonhar!


(Para Edu O., como agradecimento pelo seu texto!)