domingo, 22 de junho de 2008

HOMENAGEM PÓSTUMA AO TEU REINO INFAME


Fostes puta,
Prostituta perdida
Que fez-me achar
A vida
Uma podridão fétida,
E a mim o câncer
No peito da criança
De pai fumante.
Sangra de mim a porra acre
Que fecunda
Humanos de merda
Como tu, como eu.
Oh puta
Crescida na amplidão
Da libidinagem
Dos antros dos ratos,
Fizestes de mim o teu reino,
E fostes soberana
Sobre o trono de pus,
Amarelo como teu corpo
Sifilítico e lindo
Como os edemas que crio
A cada queda de pós-embriaguez,
Onde vomito a cachaça
E as poesias que inspiras!


(De ‘O HISTRIÃO ARPISTA')

Nenhum comentário: