quarta-feira, 14 de maio de 2008

LEVANTEI E APLAUDI (EDU O.)


Sem gostar de orar hoje me pus a agradecer a Deus pelo presente dado. Vivi uma experiência que não se descreve, não se adjetiva por ser pura emoção, pura arte (e eu ainda acredito na arte). Ver artistas trabalhando em função da arte... mais especificamente Mônica Salmaso e o grupo Pau Brasil hoje (13/05) à noite no TCA. Nada era fora do lugar: a voz, os arranjos, os acordes, as canções (todas de Chico Buarque), enfim... tudo era uma homenagem à música, era para enaltecê-la. A cantora não era mais importante do que os demais ingredientes daquela deliciosa mistura. Não havia uma soberania a não ser a da própria música. O que é raro num mundo em que a imagem é mais importante e que a obra de arte está a mercê do comércio, do fácil, de letras com uma única frase, com coreografias vulgares, etc.
Hoje, graças a Deus, passei por uma daquelas experiências transformadoras, tipo a que sempre falo do passeio pelas montanhas da Ilha da Madeira. Não há o que dizer.
É pleno sentimento e arte materializada e repartida entre as 1500 pessoas que lotavam o teatro. Surpreendentemente, para minha alegria, o teatro estava lotado. Falo surpreendente, pois Mônica não canta na novela das 8, não come pizza dia de domingo com o grandão, não toca nas rádios, enfim... a grande mídia não está ao lado dela. O que é uma pena, porque é um show delicioso de se experimentar, sentir, ouvir. É uma pena porque não quero que as outras coisas não existam, mas quero também poder ligar a TV e me deparar com um trabalho dessa qualidade (salvo a TVE, faça-se justiça), quero poder optar por ouvir o fácil também, mas se ele não sai do meu rádio ou da telinha, não é opção.

Hoje presenciei a música em seu estado concreto, pleno, total.

Hoje, eu que não posso levantar, bati palmas em pé.

Vida longa a Mônica Salmaso! Vida longa ao Pau Brasil!

Conheça o autor: http://monologosnamadrugada.blogspot.com/

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