quarta-feira, 14 de maio de 2008

EIS A MINHA ORAÇÃO!

No amor que sinto, me fortaleço para crer
E, por ti, peço o que nem sei se por mim pediria.
Por que tu és minha querida e sempre serás,
Independente dos caminhos que a vida
Para nós determinou.

Ainda, e sempre, terei este amor em mim
E, por ti, suplico o que nem sei como devo rogar.
Por que tu és minha querida e sempre serás,
Pouco importa os descaminhos que a vida
Para mim ocasionou.

E pela força eterna do amor, eu faço prece,
Rezo, oro, suplico, rogo, imploro aos céus
Que só o melhor seja o seu destino.
Não o melhor que imagino no meu tino,
Juízo tão pequeno; Mas o melhor de Deus!

E por amar-te como sempre amei;
E por amar-te como sempre amarei;
Eis a minha oração!

LEVANTEI E APLAUDI (EDU O.)


Sem gostar de orar hoje me pus a agradecer a Deus pelo presente dado. Vivi uma experiência que não se descreve, não se adjetiva por ser pura emoção, pura arte (e eu ainda acredito na arte). Ver artistas trabalhando em função da arte... mais especificamente Mônica Salmaso e o grupo Pau Brasil hoje (13/05) à noite no TCA. Nada era fora do lugar: a voz, os arranjos, os acordes, as canções (todas de Chico Buarque), enfim... tudo era uma homenagem à música, era para enaltecê-la. A cantora não era mais importante do que os demais ingredientes daquela deliciosa mistura. Não havia uma soberania a não ser a da própria música. O que é raro num mundo em que a imagem é mais importante e que a obra de arte está a mercê do comércio, do fácil, de letras com uma única frase, com coreografias vulgares, etc.
Hoje, graças a Deus, passei por uma daquelas experiências transformadoras, tipo a que sempre falo do passeio pelas montanhas da Ilha da Madeira. Não há o que dizer.
É pleno sentimento e arte materializada e repartida entre as 1500 pessoas que lotavam o teatro. Surpreendentemente, para minha alegria, o teatro estava lotado. Falo surpreendente, pois Mônica não canta na novela das 8, não come pizza dia de domingo com o grandão, não toca nas rádios, enfim... a grande mídia não está ao lado dela. O que é uma pena, porque é um show delicioso de se experimentar, sentir, ouvir. É uma pena porque não quero que as outras coisas não existam, mas quero também poder ligar a TV e me deparar com um trabalho dessa qualidade (salvo a TVE, faça-se justiça), quero poder optar por ouvir o fácil também, mas se ele não sai do meu rádio ou da telinha, não é opção.

Hoje presenciei a música em seu estado concreto, pleno, total.

Hoje, eu que não posso levantar, bati palmas em pé.

Vida longa a Mônica Salmaso! Vida longa ao Pau Brasil!

Conheça o autor: http://monologosnamadrugada.blogspot.com/

quinta-feira, 8 de maio de 2008

MOLEQUE DE RECADO (RAIMUNDO SODRÉ / MARCELO MACHADO)

Quem quiser gostar de mim
Vai ter que me aturar
Sem mais nem menos assim como eu sou
Tintim por tintim
Me mudar pra agradar senhor ninguém
É que eu não vou
Eu sou assim, assim sou feito
Assim serei até o fim
Quem não gostar que dê seu jeito
Eis aqui a minha lei
Eis aqui a minha bandeira
Antes de mais nada, acima de tudo
A verdade verdadeira
Que eu não sei chupar limão
Sem fazer careta
Que eu não sei dizer que é branca
Essa coisa que eu vejo preta
Eu não sou de abrir mão
Quando eu canto, não minto
Eu só canto o que sinto
Sou moleque de recado do meu coração...