segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

EM BUSCA DO AUTOR!

Com o meu pai, há muitos anos, aprendi os versos abaixo, dos quais nunca soube a autoria (por ele também desconhecer):

A morte é feia e preta.
Ninguém se livra dela.
Livro-me eu, que tenho um tostão
Compro uma panela
Meto-me dentro dela
E a morte ao passar dirá:
- Aqui não tem ninguém
Adeusinho senhores,
Passem bem!


Agora, pesquisando no Google, encontrei as versões que se seguem:

A Morte é certa. A ela ninguém escapa,
Nem o Rei nem o Bispo, nem o Papa.
Mas eu hei de escapar.
Compro uma panela, meto-me dentro dela.
E a Morte vem e diz:
- Aqui não está ninguém.
Boa noite meus senhores.
Passem todos muito bem.


À morte ninguém escapa,
Nem o rei, nem o papa,
Mas escapo eu.
Compro uma panela,
Custa-me um vintém,
Meto-me dentro dela
E tapo-me muito bem,
Então a morte passa e diz:
- Truz, truz! Quem está ali?
- Aqui, aqui não está ninguém.
- Adeus meus senhores,
Passem muito bem


A morte é negra, horrenda, feia e falsa.
A ela ninguém escapa, nem o rei, nem o bispo e nem até o próprio papa.
Mas hei de eu escapar a ela, gastando somente um vintém.
Vou ao mercado, compro uma panela, meto-me dentro dela,
Tapo-a muito bem e a morte ao passar dirá:
- Huuumm, batatas, aqui não mora ninguém!


À morte ninguém escapa
Nem o rei nem o bispo nem o papa
Mas hei de escapar eu
Compro uma panela
Que me custa um vintém
Meto-me dentro dela
E tapo-me muito bem
Vem a morte e diz
Hum! Aqui não há ninguém
Boas noites meus senhores
E passem por cá muito bem.

Mas continuo sem saber a autoria. Se alguém souber de quem é, por favor, me diga!

3 comentários:

Régis Calheira disse...

Sempre gostei desses versos, desde a 1ª vez que te vi recitar. Que maravilha ver as várias versões encontradas. Pena que a autoria continua um mistério.

Abração, cumpadi !

Alessandra disse...

Oi Marquinhos.
O que eu encontrei na internet sobre os versos que você citou, penso que você já encontrou também, mas, aí estão os resultados que achei interessante:
(Sobre os versos, num blog de mulheres portuguesas)
"Esta cantilena aprendemos de pequenas com a Avó Joana. Como se dum teatro se tratasse, fazíamos gestos, e fingíamos tapar-nos com a tampa da panela".

http://arranhanotrapo.blogspot.com/2006/12/ficam-as-recordaes.html

(Sobre o que é uma cantilena portuguesa)
a cantilena portuguesa transmitida de geração em geração na qual se repetem determinadas palavras ou expressões.
http://aorigemdetodasascoisas.blogspot.com/
Abração

Anônimo disse...

Marquinhos!
Esse verso minha mãe recitou quando pequena na escola e acabei decorando também!
Tb já procurei mto sobre sua origem e autoria e nada encontrei!!!
Bjs