segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

ASAS

Fui desmedido!
Perdoa-me por tal covardia.
Somente um grande covarde
Quereria impor a própria ousadia.
Perdoa, pois, este meu jeito.
Perdoa por não perceber
Que tuas asas ainda não podem voar
Por sobre o abismo do preconceito!
Fui desmedido!

DES(A)TINO

Quem dera fosse possível
Traçar o destino assim,
Como traço versos.
Quem dera fosse possível
Traçar versos assim,
Com os meandros do destino.
Que destino terão meus versos
Com tantos reversos do destino?
Destino-te os meus versos
E os versos vão...
E os versos vãos...
Vão destino do meu versar!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

EM BUSCA DO AUTOR!

Com o meu pai, há muitos anos, aprendi os versos abaixo, dos quais nunca soube a autoria (por ele também desconhecer):

A morte é feia e preta.
Ninguém se livra dela.
Livro-me eu, que tenho um tostão
Compro uma panela
Meto-me dentro dela
E a morte ao passar dirá:
- Aqui não tem ninguém
Adeusinho senhores,
Passem bem!


Agora, pesquisando no Google, encontrei as versões que se seguem:

A Morte é certa. A ela ninguém escapa,
Nem o Rei nem o Bispo, nem o Papa.
Mas eu hei de escapar.
Compro uma panela, meto-me dentro dela.
E a Morte vem e diz:
- Aqui não está ninguém.
Boa noite meus senhores.
Passem todos muito bem.


À morte ninguém escapa,
Nem o rei, nem o papa,
Mas escapo eu.
Compro uma panela,
Custa-me um vintém,
Meto-me dentro dela
E tapo-me muito bem,
Então a morte passa e diz:
- Truz, truz! Quem está ali?
- Aqui, aqui não está ninguém.
- Adeus meus senhores,
Passem muito bem


A morte é negra, horrenda, feia e falsa.
A ela ninguém escapa, nem o rei, nem o bispo e nem até o próprio papa.
Mas hei de eu escapar a ela, gastando somente um vintém.
Vou ao mercado, compro uma panela, meto-me dentro dela,
Tapo-a muito bem e a morte ao passar dirá:
- Huuumm, batatas, aqui não mora ninguém!


À morte ninguém escapa
Nem o rei nem o bispo nem o papa
Mas hei de escapar eu
Compro uma panela
Que me custa um vintém
Meto-me dentro dela
E tapo-me muito bem
Vem a morte e diz
Hum! Aqui não há ninguém
Boas noites meus senhores
E passem por cá muito bem.

Mas continuo sem saber a autoria. Se alguém souber de quem é, por favor, me diga!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

UMA VERSÃO DO MEU VERSAR

Que linda convivência esta
Entre a borboleta e a flor!
Não importa quem na flor pousa,
Ou por onde a borboleta pousou.
Seguem tempo afora nesta relação
De troca, respeito, carinho e amor!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

SEMNEXÃO


Entre efes-cinco e altes-efe-quatro
Vou, (im)pacientemente, insistindo;
Inutilmente tentando... persistindo...
A madrugada avança... sem ajuda!
Deste jeito não há quem suporte.
A ciber-vida, assim, é de morte!
No navegador só www ponto sem nó;
Nem um quilo bate; que dirá arroba.
Se houver paciência, ela a rouba!
Com uma Noiva desta ‘qualidade’,
Só resta suspirar um último lamento:
Não há como pensar em casamento!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

DOZENAS DE MOTIVOS PARA NÃO SER



Dos doze trabalhos de que tanto falam,
Na verdade somente cinco foram meus.
Os restantes são sete mentiras tolas;
Meros caprichos de Zeus.

Tal como os meses do ano são doze,
São cinco os sentidos que se permite.
São sete os nossos pecados capitais.
E quem admite?

Nos sete dias da semana me perco
Pelos cinco buracos da cabeça vã.
E nos doze signos do zodíaco
Busco a esperança de não ser herói.