terça-feira, 15 de maio de 2007

SOTURNO 2

A neblina que envolve a cidade
Traz uma atmosfera de filme noir;
Caminho fingindo sentir o calor
Na minha mão ao segurar a sua.
O plenilúnio por de trás do fog
Deixa um clarão de lusco-fusco no ar
E eu sigo sozinho, caminhando à-toa;
Cachorro, vadio na noite, uivando pra lua!

Um comentário:

espelhoabstrato disse...

ai, essa Lua...
Pobre Lua...
Sempre brotando como uma flor em seus poemas.
Se ao menos ela soubesse se olhar no espelho...

enfim. Que a lua cheia não exploda e que a flor não murche antes de desabrochar.