quarta-feira, 30 de maio de 2007

OLHOS NOS OLHOS (THAÍS ARAÚJO)


Palavras nada falam sem sentimentos
As letras não mais se fazem entender,
Tudo é tão obscuro quanto o infinito,
E tão claro como o ar;
Eu não me entendo, fujo de tudo,
O medo me alimenta e me cega.

Faz tanto tempo que nem sei.
O tempo parou?! Eu não notei?!
As palavras mudaram?!
Não encontro sentido em nada...
Onde foi que eu errei?
Onde foi que parei?
Quem eu era afinal?
Algum dia fui...?

Olhares, burburinhos, gostos e cheiros peculiares
O sangue que percorre através das veias volta ao frenético bombeio do meu coração.
Percorro caminhos, sigo deixando partes de mim
Me perdendo, me moldando, sendo e não sendo quem era.
Me olho em um pequeno espelho, meus olhos se olham.
Me encontro enfim!
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