quarta-feira, 30 de maio de 2007

OLHOS NOS OLHOS (THAÍS ARAÚJO)


Palavras nada falam sem sentimentos
As letras não mais se fazem entender,
Tudo é tão obscuro quanto o infinito,
E tão claro como o ar;
Eu não me entendo, fujo de tudo,
O medo me alimenta e me cega.

Faz tanto tempo que nem sei.
O tempo parou?! Eu não notei?!
As palavras mudaram?!
Não encontro sentido em nada...
Onde foi que eu errei?
Onde foi que parei?
Quem eu era afinal?
Algum dia fui...?

Olhares, burburinhos, gostos e cheiros peculiares
O sangue que percorre através das veias volta ao frenético bombeio do meu coração.
Percorro caminhos, sigo deixando partes de mim
Me perdendo, me moldando, sendo e não sendo quem era.
Me olho em um pequeno espelho, meus olhos se olham.
Me encontro enfim!
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terça-feira, 22 de maio de 2007

INSÔNIA E AMANHECER

Avanço o sinal da meia-noite
E sigo madrugada a dentro
Sem me importar com os avisos
De pare/olhe/ouça.
Pouco importava que o trem
Das ilusões perdidas viesse
E atravessasse meu caminho.
No acelerador eu era mais eu;
No retrovisor, tudo o que não fui;
No pára-brisa, o que viesse
Seria o rumo a ser seguido.
Curvas e encruzilhadas,
Feitas no acaso do destino,
Todas me levando para lá,
Para onde eu sabia que,
Cedo ou tarde, iria encontrar
O sol da manhã mais nova.
Aí então seria o momento
De frear bruscamente os sonhos,
Abrir as portas para que
Os fantasmas madrugadores
Retornassem à sua dimensão
E eu, desligando o motor,
Matasse o devaneio quase real
E enterrasse o herói que nunca fui.

terça-feira, 15 de maio de 2007

DESEJO


Depois de tanto desejar-te
Em um sonho acordado,
Durmo abraçado ao vazio
E desperto satisfeito
Por um sonho molhado.
É imensa a falta que faz
O seu corpo junto ao meu!

SOTURNO 2

A neblina que envolve a cidade
Traz uma atmosfera de filme noir;
Caminho fingindo sentir o calor
Na minha mão ao segurar a sua.
O plenilúnio por de trás do fog
Deixa um clarão de lusco-fusco no ar
E eu sigo sozinho, caminhando à-toa;
Cachorro, vadio na noite, uivando pra lua!

sábado, 12 de maio de 2007

ENTRELINHAS (KELLYENE COELHO)


"Intenso, lascivo e verdadeiro teu cheiro permanece em mim como uma marca bruta do meu querer". (Kellyene Coelho - 23 anos, ariana, apaixonada por poesia, pela vida e suas entrelinhas.).

Conheça essas entrelinhas em: