terça-feira, 10 de abril de 2007

FUTRICA

Ômi, sinhô mi dêxi,
Qui aquí ninguém arrepete
Nem por paga nem por di graça
O que onti se assucedeu,
Por conta di atraí a tar tragéda,
Prima-irmã da tar disgraça.
Mas lhi dô, pra sua idéa,
Qui foi logo ali ninfrente,
Donde tá aquela práca,
Qui Ocride, cabra valente,
Vortô mais cedo e incontrô
Sua santinha lhi ponhano
Um baita dum chapé di vaca.
Num contô nem déis nem trêis;
Já no um, cortô os dois
No táio di sua faca.
Mais nun conto, seno sincero,
Pois num cabe in minha boca
O qui di minha conta num é.
E aqui pru essas banda,
Hômi, sim sinhô,
Dedo-duro mórri impé.
Inda tenho o qui vivê
I num posso arriscá.
Vai qui o corno fugido
Com minha pessoa, intão,
Cisma e fica aperriado!
Quar síria o meu distino?
Findá na ponta da faca!
Ô pió...
Morrê chifrado!

Nenhum comentário: