segunda-feira, 26 de março de 2007

PIRATAS, CORSÁRIOS E BUCANEIROS



Navegando na minh’alma,
Singrando o meu mar,
Nenhum porto me acalma;
Sinto o peito a sangrar.

Vento, sol, calmaria,
Tempestade e luar;
Meu navegar impreciso,
Não tem norte a guiar.

Piratas, corsários, bucaneiros,
Meus fantasmas a rondar
Meu tesouro escondido
Que nem eu sei bem onde está.

Vento em popa, vela aberta,
Sou uma nave à deriva;
Sem sextante ou estrela,
Pra onde guio a minha vida?

Tripulante solitário
Sou grumete e capitão;
Dou-me ordens e obedeço;
Reaprumo o coração.

Piratas, corsários, bucaneiros,
Meus fantasmas a rondar
Meu tesouro escondido
Que nem eu sei bem onde está.

Os mistérios de Bermudas,
A Atlântida lendária,
Já não cabem nos meus sonhos
De uma vida imaginária.

Abaixo velas, ponho remos;
Leme em prumo; direção.
Meus fantasmas vão sumindo
Sem um tiro de canhão.

Piratas, corsários, bucaneiros,
Meus fantasmas derrotados
Meu tesouro escondido
Verei, um dia, ao meu lado.

Sem pressa sei que chego
Onde tenho que chegar;
Se navegar não é preciso
Pararei de navegar.
É preciso viver
O impreciso viver.
É preciso viver
O impreciso viver.
É preciso viver,
É preciso viver
Viver,
Viver,
Viver...